Azzurra completa 30 anos celebrando conquistas dentro e fora de campo.

Nos dias 30 de abril e 1° de maio, o Azzurra celebrou seus 30 anos de fundação exaltando o passado e projetando um futuro empreendedor, tanto na esfera esportiva quanto na social.
O sábado e o domingo no Centro Social do clube teve bola rolando em amistosos de várias categorias, mas também homenagens e reconhecimento a pessoas que contribuíram de alguma forma para a gloriosa trajetória de uma equipe concebida em 1981 numa despretenciosa conversa entre amigos, sentados diante da Igreja Matriz de Bananal, que tinham em mente apenas a criação de um time de futebol.
No transcorrer dos anos, respaldado por sucessivos títulos no campo, o time virou clube e, mais recentemente, uma ONG com projetos sociais voltados para crianças, com um trabalho de base que objetiva dar a elas disciplina e preparo para vencer no esporte e na vida.
Na solenidade de domingo, a Diretoria do agora Centro Social do Azzurra entregou placas de agradecimento a seus fundadores, a antigos craques que vestiram a camisa do clube, ex-diretores e a colaboradores de diferenciadas áreas que contribuíram para a evolução da instituição dentro e fora das quatro linhas.

Diretoria do Azzurra com o homenageado Baiano, compositor e intérprete do hino do time no ano do primeiro título.
 
Antes de descerrar a placa fundamental, com a data da fundação e os nomes dos quatro fundadores do Azzurra, o atual presidente, José Sciotta Filho (Zito), pautou seu discurso no agradecimento: “Hoje quero agradecer, muito mesmo, a todos os atletas que passaram por aqui ao longo desses 30 anos e a todos os colaboradores que acreditaram em nós, porque precisamos demais do apoio de muita gente neste período. Foram muitas lutas, muitas conquistas e muitas emoções que a gente passou. Alegrias e tristezas também foram muitas. Resta agora dar sequência aos novos projetos porque ainda podemos fazer muitas coisas boas para o esporte em Bananal”. Antes dele, outros fundadores ali presentes - Márcio Luiz do Nascimento (Abal), Waldir de Souza Lima (Vavá) e Amphilóphio Gentil (Filófio) - deixaram claro que não esperavam o Azzurra chegar ao patamar que ostenta hoje, mostrando orgulho por dar inicio e defender as cores de uma instituição marcante no cenário esportivo da cidade.
Momentos antes do encerramento da solenidade, os presentes puderam acompanhar um vídeo com o projeto de construção do estádio do Azzurra, com arquibancadas e instalações que podem alavancar ainda mais a instituição e seus projetos.
Na festa de seus 30 anos, o Azzurra mostrou que sabe valorizar seu passado de glórias ao mesmo tempo em que mantém seus olhos voltados para o futuro.



A VITORIOSA TRAJETÓRIA DE UM TIME DE AMIGOS

FUNDAÇÃO
Após uma conversa em frente à Igreja Matriz, cinco amigos – Gláucio Ferreira da Silva (Duia), Waldir de Souza Lima (Vavá), Amphilóphio Gentil (Filófio), Márcio Luiz do Nascimento (Abal) e José Sciotta Filho (Zito) – decidem fundar um novo time de futebol na cidade. A data oficial de fundação foi a do primeiro jogo da equipe, em 24 de abril de 1981.
     
NOME
Em tributo à origem italiana de seu tio José Sciotta, Duia sugere o famoso apelido da seleção italiana, emplacando o nome AZZURRA.

UNIFORME
O uniforme, por sua vez, é inspirado em outra seleção, a da Argentina, com a camisa em listas verticais azul claro e branca, calção preto e meias brancas. O uniforme n° 2 tem camisa azul escuro, calção e meias brancas.

EMBLEMA
O escudo da agremiação é o símbolo do Mundialito de Seleções realizado no Uruguai em janeiro de 1981: um menino índio fazendo acrobacias com a bola.


 APELIDO
Ao longo de vitórias que foram despertando paixões favoráveis e contrárias ao time, o poeta Olivando Costa Oliveira (Totola), coloca no time o apelido de “Sanhaço do Vale”, agradando em cheio aos demais torcedores.

PRIMEIROS JOGOS
O primeiro jogo do time foi um amistoso no distrito de Rancho Grande, contra a equipe local, no dia 24 de abril de 1981. Jogando com um uniforme emprestado pelo Sr. Silvio do Guinho, o Azzurra Futebol Clube iniciou sua trajetória com um empate em 2x2.
A estréia em competições oficiais foi naquele mesmo ano, no torneio de inauguração do Estádio João Avelar. Chegou até as quartas-de-final, sendo eliminado pelo Uvinha Futebol Clube na cobrança de pênaltis.

FINAIS E TÍTULO
Em seu primeiro campeonato municipal, em 1982, o Azzurra já dava mostras do seu potencial, chegando à final contra o Maruzen F. C. A derrota por 3x2 e o vice-campeonato tiveram um gosto amargo, mas moldaram o espírito aguerrido que, dois anos depois, lhe valeria o primeiro de vários títulos. 
Na final de 1984, com dois gols do atacante Fernandinho Sciotta, o “Sanhaço” bateu o Beija Flor por 2x0, soltando o grito de campeão de seus aficcionados torcedores. Na festa do título foi lançado o hino oficial do clube, composto e interpretado por José Egnaldo Mendes Leal (Baiano da Cesp)

ENTIDADE JURÍDICA E PATRIMÔNIO
Em 1996 o Azzurra passa a ser uma sociedade civil sem fins lucrativos. Com isso, adquiriu, em cotas de 3 sócios, uma área de 30 mil m² no bairro Formigas. Em 2002, após negociações com a municipalidade, ocorre uma permuta do terreno com a área do antigo “Campão”, pouco utilizado em competições oficiais após a inauguração do estádio João Avelar. Com isso, o município conseguiu implantar projeto habitacional da CDHU nas Formigas e o Azzurra realizou o sonho de possuir sua sede própria, com endereço na rua Sônia de Oliveira, n° 3.590, centro.  

O FUTEBOL COMO INSTRUMENTO SOCIAL
O ano de 2004 ficou marcado pelo inicio do trabalho social junto a crianças e jovens com a implantação da Escolinha de Futebol do Azzurra. O objetivo principal é utilizar a prática esportiva e as técnicas do futebol como disciplina na socialização dos futuros atletas, segmentados em categorias. A eles passaram a ser ministrados treinos físicos, táticos e técnicos condicionados aos seus desempenhos escolares. Além disso, a participação em torneios em várias localidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais etc, permitiu um intercâmbio importante em sua formação quanto ao convívio social.   

UTILIDADE PÚBLICA
Em 2006, através de Lei aprovada por unanimidade na Câmara Municipal (LEI Nº 037 DE 28/11/2006), o Azzurra é declarado de Utilidade Pública Municipal.

CENTRO SOCIAL
Em janeiro de 2009, o Azzurra Futebol Clube transpõe as fronteiras do futebol e se transforma oficialmente em Centro Social Azzurra, uma Organização Não Governamental que busca angariar recursos a serem aplicados em projetos sociais no município de Bananal.

    Fonte: site oficial do CS AZZURRA

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Sobre Ricardo Nogueira

RICARDO LUÍS REIS NOGUEIRA, jornalista (Mtb. 32.204 RJ), foi um dos fundadores do jornal, atuando como Diretor Executivo e Redator Chefe desde 1987. Atualmente, é o Editor Responsável da Gazeta de Bananal e coordena o projeto do portal eletrônico do jornal na internet.