Levantamento do CFM mostra Bananal com gasto em saúde de R$ 654,34 por habitante.


O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nesta segunda-feira (21) um levantamento revelando o valor médio gasto pelos municípios brasileiros na saúde de cada habitante durante o ano de 2017. A análise da aplicação dos gestores municipais com recursos próprios tem por base as Ações e Serviços Públicos de Saúde declaradas no Siops (Sistema de Informações sobre os Orçamentos Públicos em Saúde).
Os dados relativos a Bananal mostram que no ano retrasado o município teve um gasto per capita em saúde no valor de R$ 654,34.
O valor é superior ao que foi gasto em 2016 (R$ 579,53) e em 2015 (R$ 572,03), mas inferior aos anos de 2014 (R$ 698,25) e 2013 (R$ 804,08), sendo este último o maior valor na sequência do levantamento.
Numa análise evolutiva dos 5 anos pesquisados, de 2013 a 2016 os valores foram caindo e voltaram a subir em 2017.

Na faixa de classificação onde Bananal está inserido, juntamente com outros 1.711 municípios com população entre 10 e 25 mil habitantes, a média de gasto per capita em 2017 foi de R$ 357,03. Sendo assim, Bananal ficou com quase R$ 300,00 de gastos acima da média nacional deste extrato de municípios.



Dentre os seis municípios de menor porte do Vale Histórico, Bananal ficou em 3º no ranking de 2017. Arapeí lidera com gastos per capita de R$ 1.145,27, seguido por Areias com R$ 732,90. Atrás de Bananal vem Silveiras com R$ 614,42, São José do Barreiro com R$ 607,42 e Queluz com R$ 321,37.
Apesar do pequeno universo, o ranking acima reflete uma tendência nacional.
De acordo com os números do levantamento, municípios menores, em termos populacionais, arcam proporcionalmente com uma despesa per capita maior. Em 2017, nas cidades com menos de 5 mil habitantes, as prefeituras gastaram em média R$ 779,21 na saúde de cada cidadão – quase o dobro da média nacional identificada.
No Vale Histórico, Arapeí sempre apresentou os melhores indicadores entre 2013 e 2017, com valores em torno de R$ 1.200,00 per capita. Nenhum dos outros cinco municípios chegou perto disso. O mais próximo foi Bananal com os gastos de 2013 (R$ 804,08).

No âmbito nacional, o levantamento do CFM revelou que cerca de 2.800 prefeituras gastaram menos de R$ 403,37 na saúde de cada habitante ao longo de 2017. 

Os municípios das regiões Sul e Sudeste foram os que apresentaram maior participação no financiamento do gasto público em saúde – consequência, segundo o CFM, de sua maior capacidade de arrecadação.


Ranking nacional

Com apenas 839 habitantes, o município de Borá (SP) lidera o ranking de gastos per capita na saúde, com R$ 2.971,92 gastos em 2017. Em segundo lugar aparece Serra da Saudade (MG), cujas despesas em ações e serviços de saúde alcançaram R$ 2.764,19 por pessoa.
Na outra ponta, entre os que tiveram menor desempenho na aplicação de recursos, estão três cidades de médio e grande porte, todas situadas no estado do Pará: Cametá (R$ 67,54), Bragança (R$ 71,21) e Ananindeua (R$ 76,83).
Entre as capitais, Campo Grande assume a primeira posição, com gasto anual de R$ 686,56 por habitante. Em segundo e terceiro lugares estão São Paulo e Teresina, onde a gestão local desembolsou, respectivamente, R$ 656,91 e R$ 590,71 por habitante em 2017.
Já as capitais com menor desempenho são Macapá, com R$ 156,67; Rio Branco, com R$ 214,36; Salvador e Belém, ambas com valores próximos de R$ 245 por pessoa.




Da Redação, com informações do CFM e da Agência Brasil de Notícias
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Sobre Ricardo Nogueira

RICARDO LUÍS REIS NOGUEIRA, jornalista (Mtb. 32.204 RJ), foi um dos fundadores do jornal, atuando como Diretor Executivo e Redator Chefe desde 1987. Atualmente, é o Editor Responsável da Gazeta de Bananal e coordena o projeto do portal eletrônico do jornal na internet.